sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fábrica da Kopenhagen deixa São Paulo e vai para o sul de Minas

Kopenhagen vai implantar fábrica no Sul de Minas


http://www.desenvolvimento.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=284



A Kopenhagen, fabricante de chocolates, balas e confeitos finos, confirmou investimentos para a implantação de uma planta industrial em Extrema, no Sul de Minas. A nova fábrica faz parte dos planos de expansão da empresa tanto no mercado interno quanto no externo.

“Trata-se de uma marca já consolidada e que tem na alta qualidade dos produtos o diferencial de mercado. Isso prova que não é só a indústria pesada que tem o dever de se preocupar em fabricar itens de maior valor agregado. Este conceito, que traz benefícios para a própria empresa e para a sociedade, pode ser aproveitado em todos os segmentos”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcio de Lacerda.

A implantação da unidade demandará investimentos de R$ 36 milhões, que serão aplicados em obras e equipamentos. A Chocolates Kopenhagen deve produzir 3,6 mil toneladas de chocolates, bombons, caramelos, panetones e outros produtos de confeitaria.

A geração de empregos estimada é de cerca de 550 empregos diretos, mas há projeções de outras 300 vagas sazonais, que seriam ocupadas no período em que produção se volta para atender o mercado nos períodos de maior demanda, como a Páscoa e as festas de fim de ano.

“Além da importante quantidade de empregos fixos, os postos temporários que esta nova fábrica vai gerar também contribuirão para a economia regional, pois geram renda essencial para as famílias e aumentam, mesmo que de forma passageira, o poder de compra de uma parcela da população. Mas, mais do que isso, eles servem como porta de entrada para o mercado de trabalho estável. Muitos desses trabalhadores podem ser contratados em definitivo quando aparecerem oportunidades, como geralmente acontece em processos de expansão”, salienta o secretário.

A fábrica deve começar a funcionar em 2009. Atualmente, a Kopenhagen tem fábrica em Tamboré (SP). A lista de produtos oferecidos pela empresa inclui cerca de 300 itens. A rede no Brasil tem aproximadamente 200 pontos de venda, em 19 estados.

Em nota, a empresa explica que a “escolha da região está fundamentada por sua qualidade de mão-de-obra, além de seu posicionamento geográfico estratégico, próximo aos seus principais centros consumidores e fornecedores de matéria-prima”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Papel certificado começa a ganhar espaço do reciclado

Alto custo diminui a demanda pelo papel reciclado

Andrea Vialli

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090415/not_imp354835,0.php

O consumo de papel reciclado - que já foi considerado símbolo do "ecologicamente correto"-, está em queda. Aos poucos, seu uso está sendo substituído por papéis com outros selos de sustentabilidade, como o FSC, que atesta que o produto vem de florestas plantadas, e o Carbon Footprint - que informa ao consumidor o total de carbono que o produto emite na atmosfera. 


A mudança é fruto da redução de custos por parte dos grandes consumidores de papel e também da melhora dos padrões ambientais da indústria papeleira, por exigência de clientes internacionais. "O papel branco de origem certificada é equivalente ao papel reciclado, em termos de impacto ambiental, pois ambos têm origem em florestas plantadas", afirma Elizabeth de Carvalhaes, diretora da Bracelpa, entidade que reúne fabricantes de celulose e papel. Além disso, a crise internacional colocou um freio na demanda por papel em geral, entre eles o reciclado. 


"Desde janeiro, a demanda por papéis para imprimir e escrever caiu 25%. A demanda pelo reciclado teve queda semelhante", diz Elizabeth. O mercado nacional de papéis para imprimir e escrever é de 1,2 milhão de toneladas/ano, das quais 10% são papel reciclado. 


Mesmo empresas que foram precursoras no uso em grande escala do papel reciclado, como a fabricante de cosméticos Natura e o Banco Real, já reduziram o uso desse papel. No ano passado, a Natura aboliu o reciclado dos seus catálogos, que passaram a ser impressos em papel couché, e agora o fará no relatório anual de resultados. 


De acordo com Marcelo Soderi, gerente de comunicação da Natura, a troca foi motivada por critérios ambientais e redução de custos. "Usar papel reciclado foi um diferencial de mercado. Hoje, não é mais."


Foi o mesmo raciocínio do Banco Real, que restringiu o uso do papel reciclado para material promocional e talões de cheques. Nos escritórios, o papel branco voltou à cena, causando estranheza nos funcionários, conta Linda Murosawa, superintendente do grupo Santander. "Em 2005, quando ampliamos o uso do reciclado, havia poucos fornecedores de papel branco certificados", diz, ponderando que o custo também pesou para a redução do uso.


NOVA TENDÊNCIA


De olho na demanda por papéis com selo verde, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) fez o mapeamento dos gases de efeito estufa do processo de produção de sua fábrica em Jacareí (SP) e será a primeira no País a ostentar o selo Carbon Footprint - além dela, só a fabricante norueguesa Sodra possui a certificação. "O uso de papel com selos de bom manejo florestal já está consolidado. A próxima demanda será pelo selo de emissões de carbono, e nos antecipamos", diz José Luciano Penido, diretor-presidente da VCP.


A Suzano, que detém a maior fatia do mercado de papel reciclado, também já exibe um selo de neutralização das emissões.


Shopping Pátio Higienópolis será ampliado em 33 mil m²



Vitor Hugo Brandalise



O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) autorizou a ampliação do Shopping Pátio Higienópolis, na zona oeste da capital, em 33 mil metros quadrados de área total, e o restauro do casarão do barão do café Nhonhô Magalhães, construído em 1937, num terreno próximo do shopping. O plano do Grupo Malzoni, responsável pelo empreendimento, é instalar um "polo cultural" no casarão - possivelmente com teatro, área de exposições e cinema -, que também estará ligado ao shopping.



A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da Cidade e, segundo a Secretaria Municipal da Cultura, o grupo tem autorização para iniciar as obras no local. O anteprojeto, apresentado em reunião do Conpresp em 30 de março, prevê que o shopping - hoje com entradas pela Avenida Higienópolis e pela Rua Veiga Filho - será ampliado na direção da Rua Doutor Albuquerque Lins, com novas edificações construídas atrás do casarão, que é tombado nas esferas municipal e estadual. Desde fevereiro, já foram demolidas duas edificações nos fundos do casarão, onde está prevista a ampliação do shopping.


"A área edificada será aumentada em cerca de um terço e haverá uma nova entrada pela Rua Doutor Albuquerque Lins", disse o arquiteto Vasco de Mello, representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no Conpresp e relator do projeto. "O shopping vai valorizar também o casarão tombado. Vai ficar como o edifício espelhado próximo da Casa das Rosas (na Avenida Paulista), por exemplo, cujo reflexo valoriza a construção histórica."


Visto como vilão na época da construção, entre 1996 e 1999, por se tratar de um shopping de dez andares em região residencial, hoje o Pátio Higienópolis é apontado como exemplo de integração com o entorno. Pesquisa recente do Grupo Malzoni apontou que 51% dos consumidores são moradores locais, concentrados num raio de até 2 quilômetros.


Para moradores ouvidos pelo Estado, o impacto para o bairro já foi provocado no momento da construção. "No início, achamos que atrairia muita gente a um bairro tranquilo, mas agora ele faz parte. Vai lá ver os velhinhos tomando café. A vizinhança se acostumou", diz o aposentado Álvaro Delalamo, de 78 anos, morador da Albuquerque Lins, em frente do local onde deve ficar a nova entrada.


O projeto executivo, com detalhamento do anteprojeto, deve passar pelo Conpresp nas próximas reuniões. Procurado pela reportagem, o Grupo Malzoni não adiantou prazos, nem detalhes sobre a construção.


COLABOROU RENATO MACHADO

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tucano na Serra da Cantareira

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