
http://guardiadapaulista.ning.com/
Eu sou a Julie Nakayama, tenho 22 anos, sou muletante desde que nasci, prematuramente e há 6 anos adotei a cadeira de rodas como “minhas pernas”, por me dar mais liberdade e mais agilidade.
Sou formada em publicidade e propaganda pela FAAP. Além disso, sou atriz e dançarina profissional.
Faço parte do Bombelêla Dance Company há 8 anos, danço street dance no Perfeito (nosso grupo de dança inclusiva), e há 6 anos faço parte também da Oficina dos Menestréis, onde fiz 7 peças: Noturno, Good Morning São Paulo Mixtureba, Vale Encantado, Banquete da Vida, Tipos, com direção de Oswaldo Montenegro e Zoom.
Além de toda essa parte artística, sou voluntária do Movimento Superação.
Com todo este histórico de atividades, agora eu tenho mais uma: a de guardiã da Paulista.
Mas, de onde surgiu a idéia?
Fui contratada pela vereadora Mara Gabrilli, eu serei a primeira Guardiã da avenida, e irei atuar em parceria com a Gerência da Paulista, criada pela Prefeitura em 2008. A idéia de “guardiã da Paulista” nasceu para sensibilizar as pessoas a manterem a avenida conservada. Não sei se vocês sabem, mas no ano passado a avenida sofreu uma reforma geral . Isso trouxe benefícios principalmente para os deficientes físicos e visuais, mas não só para a gente, para todo mundo. E além de conscientizar todos sobre a conservação da avenida, também quero mostrar que o deficiente é uma pessoa normal, como qualquer outra, mas que pequenas adaptacoes podemos viver com total independência.
As mudanças na avenida não vão beneficiar so a pessoa que usa cadeira de rodas, mas também o idoso, uma mãe com seu carrinho de bebê, alguém com mobilidade reduzida temporária, multas por exemplo. E, apesar do pouco tempo que a avenida foi reformada, já houveram muitas depredações no calcamento que estava perfeito.
Então, esse será meu papel! Afinal, não adianta ter uma avenida super acessível, onde qualquer pessoa pode andar sem restrições se os próprios usuários não a conservam. É como se estivéssemos na nossa casa.Imagina se você recebe uma visita na sua casa que chega quebrando sua calçada e pichando seu muro. É a mesma coisa. A avenida é de todos, é nossa.
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